segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

II Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços 2011


O Portal Amigos do Livro e a GSC Eventos Especiais estão organizando o II Concurso de Poesias Amigos do Livro / Flipoços - 2011, para autores brasileiros, maiores de 16 anos.
O tema é livre e a inscrição é grátis. O Concurso tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira.

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UEFS prorroga incrições para o Mestrado em Literatura

As inscrições para seleção do Mestrado em Literatura e Diversidade Cultural – PpgLDC -  serão reabertas no período de 02 a 14 de janeiro de 2011. Os candidatos já inscritos podem acrescentar documentos e alterar ou substituir o pré-projeto de dissertação.



A Coordenação
22/12/10
 Fonte: http://www.uefs.br/portal/mural/ppgldc-selecao-2011-mestrado-literatura

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Carlinhos Brown em "Diminuto" e "Adobró"

Os dois últimos lançamentos de Carlinhos Brown só confirmam a minha impressão de que ele é um gênio da música brasileira. Artista de personalidade inquientante, Brown nos surpreende com a qualidade de seu som e o cuidado com que realiza cada trabalho. Em Adobró ele nos apresenta a tradição percursiva da Bahia,  mesclada ao som do funk carioca. Já em Diminuto, temos uma seleção de sambas e boleros de altíssima qualidade. Se a Bahia se orgulha de seus músicos, deve se orgulhar ainda mais de um artista completo como Brown que,além de talentoso, é alguém que vem construindo uma história de solidariedade em seu pequeno/grande mundo que é o Candeal.

Opinião minha....agora veja outras!

Carlinhos Brown tem bons motivos para considerar 2010 um ano especial na sua carreira. Além de ter flertado com Hollywood, como um dos responsáveis pela trilha sonora do filme Rio, —nova produção do diretor brasileiro Carlos Saldanha, da trilogia A Era do Gelo, que deve chegar às telonas brasileiras em abril do ano que vem— Brown agora começa a colher os louros pelo show Romântico Ambiente no qual lançou os CDs Diminuto e Adobró com a turnê nacional, patrocinada pela Natura, através do projeto Natura Musical. O show acaba de ser indicado pelo jornal O Globo como um dos melhores nacionais numa lista de dez, para votação dos leitores.


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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feirenses participarão de Antologia poética da Revista Literária (Distrito Federal)

Os feirenses  Elis Franco e Weslley Moreira de Almeida tiveram suas poesias selecionadas entre os mais de 500 inscritos no I Concurso de poesia da Revista Literária- Distrito Federal. A Antologia será composta por 50 autores e será lançada em janeiro de 2010, pela Scortecci Editora. O concurso foi organizado pelo Portal Revista Literária, juntamente com o Sindicato dos Escritores do Distrito Federal .
Confira lista de vencedores: Aqui

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Carlinhos Brown poeticamente

Para quem imagina Carlinhos Brown apenas como um mero agitador de carnaval, não pode perder a oportunidade de ver este vídeo maravilhoso em que ele canta com Marisa Monte.Segue a letra da música.


(Carlinhos Brown)

Eu me recuso
Eu me acuso
Não quero fim
Sou mais feliz se tem você perto de mim
No sol açoite quis ser noite pra ser seu bem
Veja você que até sonhei com esse horário

Eu sou um músico
Eu sou acústico
Eu sei do tom
Foi Deus quem deu
Quem deu foi Deus, pois Deus é dom

Quis ser o mar
Não sei ser mar
Quis ser o mar
Mas pra se mar sem ter você é ter saudade
Caminhos como esse violão libera
Levo você a tira-colo
Livre das guerras

E peço a Deus
Que me lançou em pleno carnaval
O teu amor

Eu me recuso
Eu me acuso
Não quero fim
Sou mais feliz se tem você perto de mim
No sol açoite quis ser noite pra ser sei bem
Veja você que até sonhei com esse horário

Eu sou um músico
Eu sou acústico
Eu sei do tom
Foi Deus quem deu
Quem deu foi Deus, pois Deus é dom

Quis ser o mar
Não sei ser mar
Quis ser o mar
Mas pra se mar sem ter você é ter saudade
Caminhos como esse violão libera
Levo você a tira-colo
Livre das guerras

Viva essa terra que me lançou
Em pleno carnaval do meu amor
Em pleno carnaval do meu amor
Em pleno carnaval do meu amor



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Minha culpa" de Florbela Espanca

Sei lá!Sei lá" Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo...um canto de paisagem
Ou apenas cenário!Um vaivém

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou!E u sei lá quem !

Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro...
Uma chaga sangrenta do Senhor...

Sei lá quem sou? Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...

Florbela Espanca (1898-1930)
In: Sonetos, Martin Claret, 2005.

Maioria dos brasileiros nunca frequentou cinema e teatro nem foi a shows de música


Pesquisa divulgada pelo IPEA mostra a dificuldade de acesso à cultura no Brasil

A maior parte dos brasileiros nunca foi ao cinema, jamais assistiu a uma peça de teatro ou frequentou um show de música ou um museu. É o que revela uma pesquisa divulgada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta quarta-feira (17) com o título Sistema de Indicadores de Percepção Social.


Mais informações click aqui

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mostra de Cinema e Direitos Humanos em Salvador

De 03 a 09 de dezembro, Salvador sedia a V Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, com filmes do Brasil, Argentina, Uruguai e Peru, entre outros países. A mostra, que é itinerante e já rodou outra capitais do país, traz na programação, que vocês podem consultar completinha aqui no site do evento, o longa inédito Abutres, de Pablo Trapero (o mesmo diretor do premiado Leonera e de Família Rodante, entre outros filmes da nova e excelente safra do cinema latino).


Quer saber mais?click aqui

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Leite Derramado", de Chico Buarque, vence o prêmio Jabuti


"Leite Derramado", de Chico Buarque, ganhou o prêmio Jabuti de livro do ano, mais tradicional premiação da literatura brasileira. A publicação foi a vencedora na categoria ficção, tanto na escolha de um júri formado por editores quanto do júri popular - este, uma novidade da edição deste ano.
Na categoria ficção, os vencedores foram "O Tempo e o Cão", de Maria Rita Kehl (júri) e "Linguagens Formais: Teoria, Modelagem e Implementação", de Marcus Vinícius Medena Ramos, João José Neto e Ítalo Santiago Vega (júri popular).
Os vencedores dessas quatro categorias foram anunciados nesta quinta-feira, em cerimônia na Sala São Paulo. Já os premiados nas outras categorias do Jabuti eram conhecidos desde o início de outubro.
"Leite Derramado", curiosamente, havia ficado em segundo lugar na categoria romance do ano, atrás de "Se Eu Fechar os Olhos Agora", de Edney Silvestre.
Veja abaixo os vencedores das outras dez categorias do Jabuti:
- Romance: "Se Eu Fechar os Olhos Agora" (Record), de Edney Silvestre
- Tradução: "O Leão e o Chacal Mergulhador" (Globo), traduzido por Mamede Mustafa Jarouche
- Teoria/Crítica Literária: "A Clave do Poético" (Companhia das Letras), de Benedito Nunes
- Reportagem: "O Leitor Apaixonado - Prazeres à Luz do Abajur" (Companhia das Letras), de Ruy Castro
- Biografia: "Nem Vem que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal" (Globo), de Ricardo Alexandre
- Poesia: "Passageira em Trânsito" (Record), de Marina Colasanti
- Ciências Humanas: "Viver em Risco" (Editora 34), de Lucio Kowarick
- Contos e Crônicas: "Eu Perguntei pro Velho Se Ele Queria Morrer" (7Letras), de José Rezende Jr.
- Infantil: "Os Herdeiros e o Lobo" (Comboio da Corda), de Nelson Cruz
- Juvenil: "Avó Dezanove e o Segredo do Soviético" (Companhia das Letras), de Ondjaki

Saber mais click aqui:

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"O Rio" de Idmar Boaventura


O Rio

Neste ponto do abismo
em que me lanço,
o rio.
Tortuoso, infindo, vário,
profundo é o abismo
em que mergulho.
E este rio de incontáveis
margens, de insondáveis
rios,
lambendo as pedras no caminho,
inflexível.

O que hei de fazer comigo?
Em que porto
hei de encontrar descanso,
em que leito encontrarei
abrigo?
Sigo com a correnteza
do abismo,
sou água, sou lama, granito.
Contorno as pedras
que em mim se desfazem
e me desfaço nelas.
Sou fragmentos,
matéria difusa, sou vário:
infinitamente rio
e abismo
de incontáveis margens.

(In: A outra margem. Fundação Pedro Calmon, 2008)

A outra margem é um título que suscita muitas abordagens, sobretudo quando o assunto é poesia e se tem como referência um escritor como João Guimarães Rosa, cuja linguagem é um manancial que banha a todos nós, os escritores contemporâneos de língua portuguesa.
As águas de Idmar Boaventura são as mesmas do mestre Rosa, mas são, também, outras bem diversas; digamos que umas se banham nas outras para seguirem seus cursos ainda mais límpidas. Idmar é consciente dessa confluência, e assim, solitário na pluralidade, é um "rio de infindáveis margens", que busca a terceira margem- lugar dos libertos.

(José Inácio Vieira de Melo)

domingo, 7 de novembro de 2010

Para não dizer adeus

Livro - Para Nao Dizer Adeus
A escritora Lya Luft, renomada romancista, cronista e ensaísta, também passeia pela poesia. Deixarei aqui uma poesia do livro Para não dizer adeus (Record, 2005), que trata de um tema recorrente na literatura, que é a questão do duplo (ou múltiplos), que a cada um de nós temos.


MIRAGEM

Eu no espelho: atentas, nós duas
nos observamos para além da imagem. 
Estendemos a mão, tocamos esse pó de gelo,
sabendo:
se eu mergulhar daqui, e do seu lado, ela,
vão se fundir num sopro nossos rostos,
todos os meus sonhos e os anseios dela.

 Mas nenhuma se atreve. Continuamos
sozinhas nesse mundo de reflexos,
eu e ela incompletas, nuas
e sós.

domingo, 17 de outubro de 2010

Antonio Torres

Evento em comemoração aos 70 anos do escritor Antônio Torres (esse velhinho simpático). Ao lado dele está o outro Antônio, só que Gabriel, querido professor de Literatura .

Evento realizado na Uefs

Antonio Carlos Viana






Galera da Uefs com o contista Antônio Carlos Viana(esse de camisa azul).

Quantos escritores juntos!




Da esquerda para a direita temos: Idmar Boaventura(poeta), euzinha, Aleilton Fonseca (romancista, contista,ensaísta), Mary, Dal Farra( pesquisadora na área de literatura)Paty, Maria David e o meu querido professor Roberval ( ensaísta e poeta de altíssima qualidade). 


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Feliz Dia das Crianças

Para minhas filhas amadas, Maria Elis e Beatriz, um Dia das Crianças maravilhoso. Que ao crescerem, nunca percam o encanto e a alegria infantil. E que tenham o direito a desfrutar de um mundo melhor.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

E os meus sonhos?

Hoje, véspera do Dia das crianças, recordei-me do tempo em que eu acreditava em papai Noel e mula-sem-cabeça. Sim, não envergonhe-me em dizer que já acreditei em saci e tantas outras histórias para criança dormir. Mas, na verdade, acho que eu estou mesmo é com saudade da época em que eu podia fazer planos sem nem mesmo questionar a possibilidade deles acontecerem. Parece que, mais do que qualquer época do ano, no dia 12 de outubro aumenta a  vontade de ser criança novamente. Ser adulto tem lá seus benefícios, porém,quando crescemos parece que desaparece em nós uma palavrinha chamada sonho. Antes de compreender o que era o mundo, eu sonhava sem medo.Imaginava mil situações que faziam de mim o que eu quisesse. Mas e agora? Como posso sonhar se minha consciência aponta os meus limites e mostra a face horrorosa da vida que me diz que eu não posso ser e ter tudo que eu sonhei na infância? O que em mim há de sonho, ainda, eu devo aos livros( com suas histórias interessantes, suas palavrinhas mágicas que me levam a outros lugares impensáveis). O que seria de mim sem os livros? Sem as palavras sábias daqueles que sabem que o mundo pode não ser como queremos, mas, através da literatura, podemos recriá-lo para que ele seja, ao menos, o mundo encantado que alguém, em algun canto desse planeta, precisa.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mario Vargas Llosa ganha o Nobel de Literatura 2010

Na foto que ilustra este post, o mais recente Nobel de Literatura, o mestre peruano Mario Vargas Llosa caminha pelas alamedas da Praça da Alfândega durante a passagem do autor pela Feira do Livro, em 1997 (a foto é Adriana Franciosi, ZH). A cena exata não se repetirá, é claro, mas Vargas Llosa estará outra vez em Porto Alegre no próximo dia 14, uma quinta-feira, para uma palestra no ciclo de altos estudos Fronteiras do Pensamento. Llosa foi anunciado há pouco como o Nobel de Literatura 2010, “por sua cartografia das estruturas de poder e suas  imagens mordazes da resistência, da revolta, e da derrota do indivíduo”, escreveu a Academia Sueca em sua justificativa oficial
A escolha de Vargas Llosa, embora plenamente justificável e não totalmente inesperada pela estatura do escritor e de sua obra, não era uma das apostas mais altas para o prêmio deste ano – o que também não quer dizer muita coisa, já que as bolsas de apostas raramente cravam suas fichas no escritor que realmente leva. Vargas Llosa é o primeiro escritor de língua espanhola a ganhar o prêmio desde 1990 – quando o Nobel foi para o mexicano Octávio Paz. E o último autor da América do Sul a levar o prêmio havia sido o desafeto de Llosa, o colombiano Gabriel García Márquez, em 1982.
Llosa já declarou à agência AP que o galardão (palavra bonita, não?) “é um reconhecimento à lingua espanhol em que escrevo e à literatura latino-americana. A verdade é que eu não esperava, foi uma surpresa total, ainda que uma surpresa muito agradável.”
O autor já escreveu mais de 30 livros, entre romances e ensaios, entre eles obras magistrais como Pantaleão e as Visitadoras, Conversa na Catedral, A Casa Verde e A Cidade e os Cachorros. Deve sair até o fim do ano seu próximo romance, El Sueño del Celta, biografia romanceada de um personagem real, o irlandês Roger Casement. O Nobel vem coroar o reconhecimento internacional da obra de Llosa – ele já havia recebido em 1995 o Prêmio Cervantes, o mais prestigioso prêmio para os escritores de língua espanhola.

Fonte:http://wp.clicrbs.com.br/mundolivro/2010/10/07/o-nobel-vem-ai/?topo=13,1,1,,,13

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A poesia de Idmar Boaventura

Nessa minha vida de leitora apaixonada, tenho me dedicado à leitura de escritores baianos e, para minha alegria, percebo que temos gente boa fazendo literatura. Hoje resolvi postar uma poesia de Idmar Boaventura, poeta e professor de Literatura da UEFS. Uma poesia que reflete as nossas andanças, nossas buscas intermináveis por estes caminhos da vida.

 Dos inóspitos caminhos

Nenhum barco vem ou vai,
eu sei,
mas o que fazemos no cais?
Sob os escombros da alma
a imensa sede de nada?
E o destino que mapeiam
só uma rota inventada?
Que saberemos, poeta,
dos inóspitos caminhos?
Nada, talvez.
Nada.

Do livro A outra margem (2008)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os Acordes de Roberval Pereyr

Cantiga 2

Rasguei as velas
deixei meu barco vagar.

Não foi por ela
mas por aquela
que me deixou neste mar.

Há anos vivo este drama
-o de quem não sabe onde está:
no desterro? na cama?
na antecâmara
                             do medo?

Quem o saberá?
Qem o saberá?

Poesia retirada do livro Acordes (2010), do poeta, professor de Literatura e ensaísta, Roberval Pereyr

domingo, 3 de outubro de 2010

Um conto de Adelice Souza

Este ano  tive o prazer de conhecer a contística de Adelice Souza, através do professor Roberto Seidel. Fiquei maravilhada com o seu trabalho e trago para este espaço um pequeno conto que exemplica a qualidade de seus textos.
 
A louca e a Lua

Achavam na rua que ela era louca. Não trabalhava, não estudava, não tinha família e falava muito pouco ou quase nada, somente quando lhe perguntavam alguma coisa e ainda assim com uma voz tão baixinha que quase ninguém a escutava. Comia o que lhe davam de caridade na igreja e vivia contente assim, andando e olhando pro céu, como se quisesse voar, como se fizesse parte do mundo lá de cima e não desse aqui. E tinha um estranho hábito: catava carteiras de cigarros que ia encontrando pelo chão ou no lixo. Um dia as pessoas da cidade resolveram fazer uma festa em comemoração ao padroeiro São Jorge: seria uma festa com missa, quermesse, procissão, feirinha de artesanato e até uma peça de teatro com o santo guerreiro e o dragão brigando na lua. Ela pediu para fazer parte da apresentação e riram dela. Insistiu tanto e aquilo era tão uma novidade que as pessoas aceitaram sua participação na peça (já que na quermesse, na missa ou na feira ia ser mesmo difícil achar alguma tarefa pra ela fazer). Ela assistiu aos ensaios calada, sem dizer palavra, com um sorriso de mãe de deus estampado na alma. Nem deram por sua presença. No dia da festa, no meio da confusão que fervia na cidade – isso eu nunca vou esquecer –, um silêncio de pedra tomou conta de todos, foi uma revelação, quase uma epifania: era ela, aquela mesma mulher, agora tão radiante e linda, meu deus, que apareceu na praça vestida de lua, com uma fantasia feita com o papel laminado das carteiras de cigarro. A cidade nunca mais foi a mesma. Dizem até que naquele dia São Jorge venceu o dragão e desceu do céu, no rabo de uma estrela, para agradecer.
Adelice Souza (1973), nasceu em Castro Alves -BA. Mora em Salvador. É graduada pela Universidade Católica do Salvador em Comunicação Social e em Direção Teatral pela Universidade Federal da Bahia, onde atualmente leciona Dramaturgia e Preparação do Ator. Como diretora, dirigiu os espetáculos “O Beijo no Asfalto” (1997), “Hamlet-Machine”(1997), “A Balsa dos Mortos”(1998), “De Alma Lavada”(1999) e “Red não é vermelho” (2001) e "Na Solidão dos Campos de Algodão"(2004). “De Alma Lavada” e "Na Solidão dos Campos de Algodão" receberam três indicações ao Prêmio Copene de Teatro. Dirigiu também o Palco Maracangalha na 53 SBPC Cultura. Como autora e diretora dirigiu “Fogo Possesso”(2005) e “Metamorphos-In”(2006), adaptação de “A Metamorfose”, de Franz Kafka. Ganhou o Prêmio Copene de Literatura 2001 com o livro de contos “As camas e os Cães”, premiado também pela União Brasileira dos Escritores(RJ) com o Trofeu Jose Alejandro Cabassa como o melhor livro de contos publicado em 2001.Em 2003 e 2004 ganhou o Concurso de Contos Luiz Vilella. Em 2003, venceu o Concurso de Contos do Banco Capital, que publicou o seu segundo livro "Caramujos Zumbis". Em 2005, integrou a coletânea da Ed. Record, organizada por Luiz Ruffato, "As 30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira".




sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A mulher dos sonhos e outras histórias de humor

AObra:


Aleilton Fonseca é conhecido pela densa atmosfera de seus contos e romances, repletos de situações dramáticas encarnadas por personagens cujo maior desafio é encontrar-se e encontrar o outro, revendo o passado e revisando os sentidos de suas vidas. São histórias que emocionam, levando os leitores mais sensíveis à emoção e às vezes até às lágrimas.
Um autor dessa estirpe poderia escrever histórias de humor capazes de arrancar boas risadas? Este livro é uma ótima resposta. Aqui o leitor é surpreendido por 25 narrativas curtas, envolvendo situações do cotidiano, com jeito de relatos e toques de imaginação, cheias de ironia e senso de humor. São histórias plausíveis, encenando situações inusitadas e hilariantes – mas, ao mesmo tempo, tão realistas – que, por mais bizarras que sejam, parecem ser recolhidas diretamente da vida real.
O ficcionista controla a intensidade narrativa e dosa as peripécias a fim de conduzir o leitor a perceber gradativamente a armação da trama lúdica e humorística, concluindo cada relato com uma frase lapidar que condensa o sentido da trama e provoca o riso irremediável.

Como salienta Gerana Damulakis, as histórias deste livro são muito bem contadas, inteligentes, vindas do observador – característica mor do escritor – e do sujeito que anda de mãos dadas com as ironias da vida.

Fonte: http://ldmcultural.blogspot.com/2010/05/lancamento-do-livro-mulher-dos-sonhos.html