sexta-feira, 6 de julho de 2018

Das ausências


Saudade é quando
a ausência do outro
não cabe mais em nós,
restando-nos as fotos esmaecidas,
 os beijos e abraços liquefazendo-se
no ar, no mar dos afetos.

Saudade é Riobaldo narrando Diadorim,
 narrando Diadorim: os sertões da alma...
Há que ser cacto
ou saudade nos mata.

Elis Franco
In:  Focus: antologia poética XII. Org. Ivan de Almeida. Salvador: Cogito: 2017. p. 66

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